Neuróticos num Mundo Neurótico

4.50


Apesar de todas as limitações da psicanálise, os psicólogos, quer teóricos quer psicoterapeutas, não podem ignorar esta tentativa de interpretação e de cura do psiquismo humano. Não é aqui o lugar para uma apreciação crítica, mesmo que breve, da psicanálise enquanto teoria e enquanto método psicoterapêutico. Há imensa bibliografia sobre isso. Tem geral, pode afirmar-se que o estatuto epistemológico da psicanálise não pode ser definido na globalidade: há conceitos e livros de Freud verdadeiramente científicos e outros mais especulativos, filosóficos ou até ideológicos. Mas globalmente não se pode ignorar a força desta corrente psicológica ao longo de mais de um século. A psicanálise não se esgota no seu fundador, Freud. Há muitos outros autores, contemporâneos do mestre ou posteriores, mais ou menos ortodoxos ou heterodoxos, mais ou menos competentes ou secundários. Nem vale a pena citar nomes, tão grande é a plêiade de especialistas. Só interessa neste momento Karen Hornev que iniciou a sua teoria e prática seguindo Freud, para progressivamente se ir distanciando do mestre e criar a sua própria teoria, em grande parte nascida da experiência psicoterapêutica e confrontando-se com uma nova cultura – a americana. Pode considerar-se uma teoria e psicoterapia holística, humanista, existencialista e cultural. Há muito que lemos K. Horney manifestando admiração por esta neofreudiana germano – norteamericana, pouco conhecida em Portugal. Tal interesse foi crescendo à medida que nos apercebemos que a sua teoria sobre as neuroses, e em particular sobre \\\”a personalidade neurótica do nosso tempo\\\”, se podia aplicar à sociedade actual, embora ela tivesse escrito o livro com este título há já setenta anos (em 1937). Assim sendo, resolvemos pôr à consideração dos eventuais leitores a sua teoria sobre os conflitos e as neuroses, seguindo fundamentalmente os cinco livros da sua autoria e onde se encontra o essencial do seu pensamento, para além de outros artigos escritos cm alemão e inglês que constam na bibliografia. Não tivemos a pretensão de fazer um trabalho exaustivo consultando outros autores que dissertaram sobre K. Hornev, como é exemplo o livro de Brès (1970) que confronta muito bem a autora com a teoria de Freud sobre os diversos temas.

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Data Publicação

ISBN

Idioma

Temática

Páginas

152

Autor

José H. Barros de Oliveira

Publisher

Livpsic

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